Bíblia NVI

No final da década de 80, a ideia de uma nova tradução bíblica em português surgiu quando os primeiros contatos foram feitos entre a International Bible Society (EUA), o Dr. Russell Shedd e as Edições Vida Nova, com o objetivo de produzir uma Bíblia traduzida diretamente dos textos originais para a língua portuguesa.

Esta Bíblia NVI é fruto do trabalho de uma comissão formada por professores, teólogos, linguistas, pastores e missionários que representam diversas denominações cristãs, ao longo de doze anos, essa tradução foi objeto de estudo para um grupo de homens dedicados a preservar e proliferar as Escrituras Sagradas por meio da realização de um sério trabalho exegético e linguístico com base nas línguas originais (hebraico, aramaico e grego), utilizando-se de modernas ferramentas de pesquisa.

Os textos originais escritos nas suas respectivas línguas foram a base para este verdadeiro trabalho de tradução. Não é como a grande quantidade de versões de atualização de linguagem feitas a partir de textos já traduzidos. O Novo Testamento NVI foi editado e colocado à disposição do público brasileiro a partir de 1994; e é com imensa satisfação que a Biblica Brasil disponibiliza a você o texto completo da Bíblia, com uma linguagem contemporânea, fiel aos textos originais e extremamente elegante.

Em busca de uma nova tradução em português

A década de 90 viu surgir e desenvolver-se um projeto que buscou dar ao povo de língua portuguesa uma versão da Bíblia que combinasse fidelidade aos originais, atualidade de vocabulário e gramática sem vulgaridade ou ideologismos, além da facilidade de leitura. A história desse trabalho foi brevemente narrada pelo Rev. Odayr Olivetti, um dos participantes do projeto, no artigo “Nova Versão Internacional da Bíblia em Português: Escorço Informativo, ” VOX SCRIPTURAE 3:2 (Setembro de 1993):215-226. Ao final do texto, ele indica a expectativa de todos os participantes do projeto “de que a Nova Versão Internacional será um instrumento do Espírito de Deus para comunicar bênçãos a muitos”.

Por que uma nova tradução da Bíblia?

Em todo o mundo já é de conhecimento geral o fato de que a arqueologia é uma ciência muito importante para os estudos bíblicos. Os críticos e estudiosos liberais dos séculos XVIII e XIX escreveram obras que punham em dúvida muito da historicidade das narrativas bíblicas. Foi somente com o florescimento da arqueologia, e suas descobertas no final do século XIX e no século XX, que se conseguiu comprovar definitivamente muito do que tinha sido posto em dúvida pelos estudiosos racionalistas liberais. Algumas das principais descobertas arqueológicas que em muito ajudaram os estudos bíblicos foram:

  1. as cartas de Amarna (centenas de cartas escritas entre cananeus e egípcios);
  2. os manuscritos do mar Morto (centenas de manuscritos que continham as cópias mais antigas do Antigo Testamento);
  3. as tábuas de Ebla (trazem luz sobre a vida patriarcal);
  4. as cartas de Mári (costumes, informações detalhadas e nomes patriarcais);
  5. o Código de Hamurábi (paralelos com a lei mosaica);
  6. a Pedra de Roseta (chave para decifrar o egípcio antigo);
  7. papiros e pergaminhos do Novo Testamento (Sinaítico, Papiro Bodmer,
    Chester Beatty etc.);
  8. cultura e língua de Ugarite e as tábuas de Ras Shamra (língua próxima ao hebraico;
    trouxe luz sobre religião cananéia e a poesia hebraica);
  9. o Rochedo de Behistun (fundamental para decifrar a língua babilônica);
  10. cidades, cultura e língua acádicas (valor histórico e linguístico);
  11. as cartas de Laquis (da época da conquista babilônica);
  12. o calendário de Gezer (o mais antigo registro do hebraico escrito);
  13. a Epopéia de Gilgamés (paralelo próximo do Dilúvio bíblico);
  14. o prisma de Senaqueribe (confirma a história da resistência
    do rei Ezequias à invasão assíria);
  15. o templo de Diana dos efésios (At 19).

Sem dúvida alguma, o impacto das centenas de descobertas arqueológicas de modo algum fica restrito à comprovação da historicidade dos relatos bíblicos. Todas as informações obtidas pelos arqueólogos sobre a história, a cultura, a religião, a sociedade e a língua falada pelos antigos hebreus e pelos povos vizinhos trouxeram contribuição imensurável para o nosso conhecimento das Escrituras Sagradas nos últimos 150 anos.